
Muita gente sonha em conhecer a Itália, mas exclui Milão do roteiro. É grande, moderna e feia, dizem os maledicentes. Claro que é a sede da racista e separatista Liga Nord, que apóia o ridículo Berlusconi. Como disse o nosso anfitrião, Milão parece a Alemanha, comparada com o resto da Itália. Mas, convenhamos, é uma bela cidade, com muita história no currículo.

Além do famoso Duomo, com a catedral gótica mais famosa do mundo (aquela que aparece na caixa de panetone, Joãozinho!), a arquitetura da cidade é imponente e reflete várias épocas e estilos. É evidente que aqui mora a grana, com grifes famosas ocupando quarteirões de prédios históricos, um metrô maior que o de Roma, bares e restaurantes badalados.

Há bondes e bondinhos pra todo lado, que dão um charme diferenciado à cidade. Será que um dia o Brasil vai perceber que transporte coletivo pode ser bacana? O bonde é um meio de transporte simpático, pouco poluente, divertido e turístico. É bonito ver passar um deles em frente ao Castelo Sforzesco!


O Castelo, aliás, é enorme e vale a visita. São vários museus espalhados em suas alas. Uma coleção de arte grega e romana da Antiguidade, muitos pintores renascentistas (Lippi, Mantegna, Bellini, Correggio, duas telas magníficas de Canaletto), um teto pintado por Leonardo Da Vinci, e a última escultura de Michelangelo, inacabada.

É comovente contemplar esta Pietá (dita Rondanini), ver a perfeição de um braço esculpido no mármore e imaginar como se modelaria o outro, ainda submerso na pedra bruta. A Virgem carrega o corpo do Filho quase verticalmente, parece que ambos estão imobilizados num passo de dança. Ao mesmo tempo, percebemos pelos joelhos levemente dobrados do Cristo que ele despencaria se fosse largado. Quase vivo. Ou quase morto.

E tem o Museu de Instrumentos Musicais, o de Armas, o de Esculturas, o de Design… Entramos de manhã, saímos quase às 16 horas do Castelo.
Ocos de fome, tentamos apelar para um bife à milanesa, mas descobrimos que isso é uma lenda por lá. Por sorte, descobrimos que no MacDonald tem uma Salada Caesar bem servida, que caiu bem com o calor. Detalhe milanês: os sachês são de azeite de oliva e vinagre balsâmico de Modena, acredite!







































