O Filho Eterno e as prateleiras

O Filho Eterno

Chegou ao fim a Copa de Literatura Brasileira 2008 consagrando o escritor Cristóvão Tezza, autor de O Filho Eterno.

O resultado foi previsível. Durante o ano de 2008, o autor recebeu aplausos da crítica, resenhas generosas e uma batelada de prêmios. Entre eles, o Portugal-Telecom, o maior prêmio literário do país (cem mil reais ao primeiro colocado).

Não sou nenhum profeta, mas comprei o livro em 2007, antes dessa badalação toda. Esta semana me ocorreu que continua sendo um bom presente, e dei uma espiada numa “livraria” dentro de um hipermercado paulistano, desses que tem de alface a pneu, passando por máquinas fotográficas. Parei na “livraria”, dividida por seções tipo auto-ajuda, culinária, etc.

Nos “mais vendidos”, nem sinal do Filho Eterno. Nem nos “menos vendidos”. Simplesmente não existe. Já os caçadores de pipas de Kabul estavam todos lá…

Não creio que um livro precise ser um best-seller para ser bom, mas seria razoável que pelo menos as pessoas pudessem ter acesso ao que de melhor aqui se produz, não?

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3 Responses to “O Filho Eterno e as prateleiras”


  1. 1 Fernando de F. L. Torres 23/01/2009 às 1:02 pm

    Daniel, eu não compro meus livros onde compro verdura (nem pneu). Nem confio em listas de mais vendidos, acho que elas se auto alimentam pela preguiça de quem não é realmente comprometido com suas próprias leituras, e ninguem me convence da veracidade estatística delas.

    Em algumas livrarias mais sérias colocam o fantástico livro de Cristovão Tezza em destaque. E jamais compraria verdura e pneus em tais estabelecimentos.

    Abraços

  2. 2 Daniel Brazil 23/01/2009 às 4:37 pm

    Ainda sonho, Fernando, com um supermercado ideal, onde além de frutas e verduras eu pudesse comprar um bom livro. Será que existe?
    Claro que meu amor por livrarias (e sebos) me leva a considerar essa idéia quase pecaminosa, uma traição. Mas, como certos pecados, seria ótimo!

  3. 3 Fernando de F. L. Torres 23/01/2009 às 6:49 pm

    Eu espero, sinceramente, que não. Eu acho que alguns rituais, como ir à livrarias e se perder nelas para escolher um livro, são sagrados.


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