FSM, parte 1

Terça, 27/01 – O Fórum Social Mundial, como é de praxe, começou com uma passeata, momento simbólico onde todos os participantes caminham numa só direção.

O temporal que desabou às 15 horas era de fazer xiita largar o camelo e voltar para o deserto. Mesmo assim, centenas de pessoas se reuniram na Av. Presidente Vargas, sambando ao som de batucadas e maracatus. Preocupado com os equipamentos de vídeo, me abriguei sob um ponto de ônibus com mais uns 150 nativos. Foram 40 minutos de intenso convívio, onde pude constatar o bom humor do paraense. Descobri também que lá o povo usa a expressão “égua!” pra transmitir surpresa, espanto ou admiração. Égua, que chuva!

chuva

Uma hora depois a chuva amainou, e começou a sair gente de tudo quanto é canto, enchendo a avenida. A avenida Nazaré, por onde passa o famoso Círio, virou um amazonas de gente, até a praça da rodoviária. Uns falam de 30 mil, outros de 70 mil. Preocupado em captar imagens em vídeo, não me preocupei em fotografar o desfile. Uma pena, pois foi lindo!

O trabalho realmente começou no dia seguinte, no campus da UFPA. A desinformação do pessoal de apoio fez com que muita gente se irritasse, andando de um lado para o outro procurando o prédio X ou Y. Muitos chegaram atrasados nas discussões temáticas.

entrada-ufpa

africanas

Na hora do almoço, as filas se formavam nas lanchonetes e restaurantes. Um espetáculo à parte para os fotógrafos! Índios amazonenses, sindicalistas franceses, jornalistas italianos, freiras irlandesas, estudantes gaúchos, professores gauches, militantes africanos e latino-americanos se misturavam de forma colorida e surpreendente.

Na fila do rango

restaurante

freiras

Depois de um dia exaustivo e calorento, com mais uma chuva no meio da tarde, chegamos ao hotel por volta das 19 horas. À noite fomos à Estação das Docas, um belo exemplo arquitetônico de aproveitamento de um espaço portuário. Um conjunto de bares, museu, área de exposições e cinema de dar inveja a Santos, Rio de Janeiro, Recife, Florianópolis, Vitória, Fortaleza, Salvador, São Luiz, etc.

A ponte móvel de carga foi restaurada e aproveitada como um pequeno palco. Fica em movimento o tempo todo, de ponta a ponta do galpão, com um cara tocando sobre a cabeça do público! Repertório MPB fino, boa acústica (um milagre!) e ar condicionado perfeito. Lá fora, mais mesas e o grande rio.

Estação das Docas

– Amanhã vamos levantar às seis! Pede a última Cerpinha e rumbora!

Anúncios

2 Responses to “FSM, parte 1”


  1. 1 samuel 28/02/2009 às 9:23 pm

    A foto que vc tem é de um cacique da Tribo Kayapó, uma pessoa muito alegre, só não me recordo o nome dele agora. Parabéns!
    Espero que tenha gostado de nossa cidade,e que volte !

  2. 2 Daniel Brazil 28/02/2009 às 9:56 pm

    Adorei Belém, Samuel! Voltarei assim que possível. Abraço.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s




Arquivos

Anúncios

%d blogueiros gostam disto: