Paris, première nuit

Paris 024

Há uma diferença fundamental entre viajar de avião nos trechos São Paulo-Roma e Roma-Paris. No primeiro (Alitalia, classe econômica), padrão brasileiro. Cadeiras apertadas, comida mequetrefe, sucos adoçados e refrigerantes abomináveis. No segundo (Air France, classe econômica), comida bem decente, vinho tinto ou branco, a escolher. Mas as cadeiras continuam apertadas… Avião é, com certeza, um dos meios de transporte mais desconfortáveis do mundo. Só ganha de jegue.

Nosso Irmão

Claro que o Aeroporto Charles de Gaulle é imenso, claro que me perdi por esteiras rolantes e corredores até encontrar Manuela, minha irmã. Como eram mais de 22 h, fomos direto para um restaurante em Republique, comer moules (mexilhões) e colocar as conversas em dia. Preços europeus: pressión (chope), 4 euros. Foi o único momento em que deu saudade do Brasil!

Paris 023 cópia

A primeira noite em Mercadet-Poissonier, no 18eme, perto de Notre Dame, você nunca esquece. Preparação para a maratona cultural dos dias seguintes. Alvos principais: Orsay e o Musée de l’Homme. (Pensou que era o Louvre? Errou…). Mas antes disso passamos un lundi à la campagne.

Eiffel-noturna

Ah, e não subi nesse monte de ferro  velho! 13 euros, fila de mais de uma hora debaixo de um sol de derreter le tombeau de Napoleon. De todo canto da cidade se avista o monstrengo. Como vou ao Rio desde a infância e nunca subi no Pão de Açúcar, empatei o jogo neste ano franco-brasileiro. Pra mim, continua sendo apenas cenário.

(continua)

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6 Responses to “Paris, première nuit”


  1. 1 paulow 16/08/2009 às 1:34 pm

    Só não concordo com o monstrengo.
    A torre é lida e genial. Subir nela me fez sentir como um visitante da expo original. E dela dá para entender o belo trabalho urbanístico feito na cidade….

  2. 2 Carmen 16/08/2009 às 4:27 pm

    E o que mais surpreende, é que esse planejamento urbanistico foi feito por Napoleão…
    Mas quando fui a Paris também não subi na Torre. Na próxima, quem sabe?

  3. 3 Daniel Brazil 16/08/2009 às 5:42 pm

    Compreendo teu ponto de vista, Paulow. Deve ser fascinante, mesmo, como a vista do Pão de Açúcar. Mas tudo tem um custo, certo?
    Podemos ter uma vista inesquecível do Rio de Janeiro, sem pegar filas, do Corcovado. Preferi ver Paris do alto da Notre Dame, 210 degraus, 8 euros. Junto às gárgulas, aliás.
    Não é tão alto, concordo. Mas isso me fez entender muito mais a visão de um homem do século XIX. E Paris já era deslumbrante!

  4. 4 Mario Abramo 17/08/2009 às 2:23 pm

    opa, opa, opa… ok, Carmen, foi Napoleão, mas o terceiro… e o grande nome da reforma de Paris foi o Barão Haussmann, se não me engano.
    Mas eu concordo com o Daniel. Nunca tive a menor vontade de subir na torre. Prefiro também as gárgulas de Notre Dame.

  5. 5 Daniel Brazil 17/08/2009 às 2:35 pm

    Vontade eu até tive, Mario, mas desapareceu quando vi a fila…

  6. 6 akio 18/08/2009 às 9:22 pm

    Um conhecido meu desistiu de visitar o Museu de Louvre depois que viu a fila. Foi degustar queijo e vinho. Ficou satisfeito.

    Akio


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