Carlos Núñez e o Brasil

Gosto de música. Tenho curiosidade natural para ouvir novos sons, novos timbres, novas combinações. Estudei um pouquinho  sei soletrar uma partitura, arranho dois ou três instrumentos. Nada profissional, claro.

Tenho uma coleção de discos que incluem várias esquisitices,  de canções folclóricas búlgaras até Frank Zappa, sob pseudônimo, tocando peças renascentistas no sintetizador. De um grupo venezuelano que toca choros brasileiros até o Araçá Azul, do Caetano. De Stockhausen a Zabé da Loca.

Portanto, quando um sujeito chega pra mim falando do último “som genial” que descobriu, é comum se decepcionar com a minha reação. Cada vez mais se repete o mundo, pra quem vai ficando velho. Más sabe el diablo por viejo, que por diablo, diz um velho ditado ibérico.

Mesmo assim, ainda me surpreendo de vez em quando. Ouvi no começo deste ano o CD de Carlos Nuñez, Alborada do Brasil. O cara é um músico galego bem conceituado, com vários discos e shows gravados, que você pode conferir no You Tube.

Pois Nuñez passeou por aqui, se encantou com a música nativa, participou de rodas de choro na Lapa e gravou um disco surpreendente. Imagine aquela sonoridade celta típica, com flautas de madeira e gaitas de foles, aplicada sobre um choro do Pixinguinha. Ou uma canção de Milton, ou um forró de Sivuca. Bem, não adianta explicar… Só ouvindo!

Anúncios

0 Responses to “Carlos Núñez e o Brasil”



  1. Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s





%d blogueiros gostam disto: