O andar do bêbado


O excesso de trabalho me impediu de comentar antes O Andar do Bêbado (Zahar, 2009) , livro que habitou minha cabeceira por várias semanas. Talvez isso tenha até impedido de apreciá-lo devidamente, mas sempre haverá tempo para uma releitura.

O físico Leonard Mlodinow faz uma introdução erudita (sem ser pedante), bem humorada (sem ser engraçadinha) e estimulante (sem apelar para os truques de auto-ajuda) sobre como o acaso determina nossas vidas. Como fatos aleatórios acabam sendo decisivos para mudar o rumo da história. Copio a contracapa: “notas escolares, diagnósticos médicos, sucessos de bilheteria e resultados eleitorais são, como muitas outras coisas, determinados em larga medida por eventos imprevisíveis”.

O próprio autor teve a idéia de escrever o livro após um exame de HIV falso-positivo. Colaborador de Stephen Hawking, com quem escreveu Uma Nova História do Tempo, diz que, por puro acaso, estava no World Trade Center no dia 11 de setembro, na hora em que o avião se chocou. E, também por puro acaso, sobreviveu.

Mlodinow abre o livro com uma saborosa historinha:    “Alguns anos atrás, um homem ganhou na loteria nacional espanhola com um bilhete que terminava com o número 48. Orgulhoso por seu feito, ele revelou a teoria que o levou à fortuna. ‘Sonhei com o número 7 por 7 noites consecutivas’ disse, ‘e 7 vezes 7 é 48”.

Confesso que isso me deu certa esperança…

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