MinC X Creative Commons

Você deve estar acompanhando o debate que se alastrou nos últimos dias sobre as políticas do MinC de Ana de Hollanda. A disputa ganhou ares mais dramáticos na semana passada, quando Emir Sader foi desconvidado pela ministra para assumir a casa de Ruy Barbosa.

Mas desde janeiro outra polêmica vem agitando o meio cultural, principalmente através da internet. Pra variar, os jornalões chegaram atrasados à discussão. O primeiro sinal de que a nova equipe pretendia eliminar alguns avanços da gestão anterior (Gil-Juca) foi a eliminação do selo Creative Commons da página do MinC. Os  defensores da atual gestão dizem que é algo insignificante. Será?

A discussão sobre direitos autorais, monopólio da produção cultural e independência do criador está na rede há muito tempo, e vem transformando a produção cultural em todo o mundo. Pra você ter idéia, esse video de 2002 explica o que é Creative Commons. E continua válido!

Na opinião de muita gente boa, a posição do MinC de Ana de Hollanda é retrógrada e favorece apenas os produtores estabelecidos. Aquilo que chamaríamos, bondosamente, de “os mesmos nomes de sempre”. No cinema, na indústria fonográfica, na televisão, no teatro, etc. Quem melhor descreveu a mudança de postura foi o Bruno Cava, aqui. Um texto longo e minucioso, onde fica claro (para quem ainda não havia percebido) o significado da abertura feita pela gestão Gil-Juca em direção à produção em rede, aos Pontos de Cultura, ao diálogo com o Creative Commons.  Recomendo a leitura, com convicção!

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6 Responses to “MinC X Creative Commons”


  1. 1 PauloCarvalho 12/03/2011 às 11:06 am

    Daniel, seu artigo está excelente, foi ótimo recuperar o videozinho e o artigo recomendado por você é simplesmente imprescindível. Muito obrigado. Sugiro fortemente que vc divulgue tudo isso no Facebook também. abraços. paulo

  2. 2 Daniel Brazil 12/03/2011 às 4:04 pm

    Boa idéia, Paulo!

  3. 3 Inês Correa 12/03/2011 às 11:44 pm

    Daniel, bárbaro voce trazer esta discussão por aqui. Sérias estas posturas. Parece que damos 5 passos para frente e 100 para trás. Valeu. Abraço

  4. 4 Daniel Brazil 13/03/2011 às 1:51 pm

    Fiquei pensando no Carnaval, Inês. Quantos artistas criadores e artesãos vivem sem que o atual sistema não lhes dê a mínima remuneração “autoral”. Acho incrível que algunes defendam o atual estado de coisas…

  5. 5 Fábio Dias Moreira 13/03/2011 às 2:35 pm

    Eu sei que nos EUA, todo material produzido pelo governo americano está automaticamente no domínio público. Não existe nada parecido nem proposta de nada parecido no Brasil?

    (eu suponho que apesar de teoricamente ser mais fechado, existe um benefício de botar materiais do governo no CC do que no domínio exatamente por causa do selinho, que acaba divulgando a idéia, mas ainda assim é mais fechado que apenas botar o material no domínio público…)

  6. 6 Daniel Brazil 13/03/2011 às 10:28 pm

    Boa pergunta, Fábio. Alguém conhece o assunto?


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