Arquivo para novembro \02\UTC 2011



Pop-ups

Imagine que você abre o jornal, depois de tomar um belo café, e senta na cadeira favorita para ler as notícias. O tempo é curto, e é preciso se atualizar, certo? Faz parte da vida moderna.

Aí vem um chato (escolha: teu irmão, marido, mulher, filho, etc…) e coloca um panfleto de propaganda, que ele achou debaixo da porta, entre teus olhos e a notícia que você está lendo.

Se você é uma pessoa normal, afasta com as mãos. Pede para que pare com aquilo. Que deixe de ser chato. Que vá pentear macacos (expressão antiga, mas até hoje convincente). Explica que quer ler o jornal. Que quando quiser comprar alguma coisa, lerá os anúncios. Ou, se for impaciente, mandará o inconveniente à merda (expressão universal e atemporal).

Pois é o que faço quando leio os noticiosos brasileiros pela internet. Uol, Estadão e assemelhados são muito estúpidos quando permitem que propagandas irritantes  interfiram na leitura do principal: a notícia. Procuro o X onde apago o pop-up (cada vez mais difícil de achar) e ignoro o anunciante. Se chego a ver o nome, fico com raiva. Associo com “chato”, a partir daquele momento.

Será uma tendência mundial? Experimento o portal do El País (Espanha). Nenhum pop-up mal-educado. New York Times? Idem. Há janelinhas piscando, mas nenhuma ousa se intrometer entre você e a notícia. Idem no Libération, Asahi Shimbun, Clarín, etc.

O G1, da Globo, tem outros defeitos, mas não este. Pratica a canalhice de misturar notícias ficcionais – o que aconteceu no último capítulo da novela – com notícias reais, com a mesma fonte e destaque. Mas é preferível ficar preso numa cela com um canalha que com um chato, suponho.

Quando será que os gênios de mídia vão perceber que esse recurso mal-educado afasta o consumidor?

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