La Boca de Benito

La Boca. Caminito. O endereço turístico mais obrigatório de Buenos Aires. Mais que a Plaza de Maio, a Casa Rosada ou, sei lá, o túmulo de Evita Perón. Mas a “Santa”, como Guevara ou Maradona, está presente em murais, grafites, pôsteres, canecas, chaveiros, camisetas e toda sorte de badulaques. No próprio Caminito, acena da sacada junto com Gardel e Dieguito.

Mesmo com a infestação de turistas (havia dois navios vindos do Brasil ancorados no dia em que fui à Boca), ainda é possível se encantar com os artistas de rua, os dançarinos de tango, os gaúchos com roupas típicas, os mapuches e seu artesanato. Vários bares e restaurantes oferecem, além da parrilla, espetáculos de canto e dança.

Mas logo ali, ignorado por 95% dos turistas, está o belo museu Benito Quinquela Martín, com as obras do “inventor” do Caminito. O garoto órfão que, adotado por uma família italiana, se tornou o grande pintor da vida rude do cais. Navios, estivadores, armazéns e guindastes constituem a iconografia do mestre que, depois de rico e famoso, devolveu à região muito do que recebeu como inspiração. Coloriu as casas, doando as tintas, por achar que “a cor fazia bem para a alma”. Construiu o museu, acolhendo obras de outros artistas e criando um centro cultural em plena Boca. Um ídolo de merecido reconhecimento popular.

Saí da Boca feliz por ter conhecido melhor a obra de um grande homem, verdadeiro herói de carne e osso. Pena que a maioria dos brasileiros nem saiba quem é…

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