Os margaridões de Van Gogh

Fim de semana ensolarado, resolvo dar uma volta pelas ruas do Butantã. Num dos últimos terrenos baldios da Vila Gomes parei para apreciar a vingança da natureza contra a especulação imobiliária.

 Margaridões (ou arnicões, segundo meu velho amigo Sylvio Panizza) esparramavam seu amarelo pela paisagem. Quando cheguei bem perto, tentando focar uma abelha com minha compacta, tive um alumbramento. Me senti uma espécie de pintor holandês, e tive até de me certificar se minhas orelhas estavam no lugar.

Van Gogh gostava de girassóis e coisas amarelas em geral. Há uma curiosa teoria de que, enquanto pintava nos campos de trigo, mascava alguns talos que continham um pequeno fungo, de onde (no século seguinte) se sintetizaria o ácido lisérgico, mais conhecido como LSD. Engenhosa tese que é reforçada quando contemplamos os famosos ciprestes bruxuleantes e céus revoltos do torturado artista.

Não sei se há margaridões na França. Por aqui são comuns, e gozam de certa fama medicinal. Mas olhando bem o famoso quadro, suspeito que o que a História da Arte entendeu serem girassóis são, na verdade…. margaridões!

(Eu juro que só tomei uma taça de vinho!)

3 Responses to “Os margaridões de Van Gogh”


  1. 1 Maria 19/06/2012 às 10:58 am

    Eu contemplo esses margaridões diáriamente no caminho para o trabalho e confesso que para mim eles eram pequenos girassóis.

  2. 3 maria eduarda 16/03/2013 às 3:53 pm

    linda as coisas q ele desenha fui vazer uma pesquisa e fui desenhar um arranjo de flores ficou orrivel


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