Arquivo para setembro \25\UTC 2012

Prêmio São Paulo de Literatura 2012

Gosto de ler e escrever, não nego. A literatura é um de meus maiores prazeres, e certamente não seria quem sou sem as muitas horas que passei envolvido com livros, desde a infância.

Mas nunca tive interesse pelo lado mundano da literatura: festas literárias, cerimônias de premiação, noites de autógrafos. Às vezes apareço em alguma só porque o escritor é amigo, e gentil o suficiente para me enviar um convite.

Morei durante certo tempo ao lado de um dos templos alternativos da literatura moderninha de São Paulo: A Mercearia. No mesmo quarteirão, não precisava nem mudar de calçada. Mesmo assim, sempre evitei as noites apinhadas de escritores, pseudoescritores, candidatos a escritores e, claro, tietes.

Ontem ganhei um convite para o Prêmio São Paulo de Literatura. Evento chique, no belo Museu da Língua Portuguesa. Afinal, é o maior prêmio do gênero: 200 mil para melhor autor de romance publicado no ano passado, e 200 mil para autor estreante.

Li o neófito laureado de 2010, e não gostei muito. Está mais para literatura de entretenimento, se salva pelo final emotivo (Se Eu Fechar Os Olhos Agora, Edney Silvestre). O veterano de 2011 é mais bem escrito, maduro, um pequeno desafio literário (Passageiro do Fim do Dia, Rubens Figueiredo). Animado pelo último resultado, encarei o programa noturno de segunda-feira.

Acabei dando uma carona para a Mayra Pinto, autora do ótimo Noel Rosa: O Humor Na Canção, que já comentei aqui. Não, ela não concorria, o prêmio é só para ficção. Conferindo os concorrentes, vi que havia lido três obras estreantes e uma já publicada. É insuficiente para fazer uma avaliação justa da premiação.

A sala estava cheia, e aguentamos estoicamente os discursos oficiais e um deslocado grupo de contadores de histórias, que seria mais adequado a um público infanto-juvenil. A quantidade de cabeças brancas e cabelos pintados na sala sugeria outro tipo de “programação cultural”.

O coquetel, na sequência, mostrou um cenário curioso. Pequenos grupos de engravatados, alguns candidatos cercados pela sua comitiva pessoal, bufê mal dimensionado, pouco espaço para locomoção. Ficamos batendo papo com o Chico Lopes, estreante cheio de maturidade e humor, com o qual trocamos pequenas maldades sobre eventos oficiais, literários ou não.

De longe, vi o Bernardo Kucinski meio isolado, um peixe fora do ribeirão. Fui conversar com ele, declarei o quanto havia gostado de K, e ele me surpreendeu dizendo que havia lido TODOS os vinte concorrentes. “Nada como ter tempo na vida”, pensei, com certa inveja.

– E então, qual me recomenda?

– Há muitos temas repetitivos, sagas familiares, questões existenciais mal resolvidas. Senti falta de algo realmente original, mas gostei de Atado de Ervas.

Se existe uma obra realmente original entre os concorrentes, certamente é o próprio K, é inegável. Isso não me impede de recomendar com prazer a leitura de Fita Azul, do Edmar Monteiro Filho, e O Estranho no Corredor, de Chico Lopes. Já Dois Rios, de Tatiana Levy, achei fraco. Dizem que o primeiro romance dela é melhor, fica anotado: A Chave de Casa, prêmio de estreante em 2008.

Não encontrei o Edmar, mas ele estava dignamente representado por Ronaldo Cagiano, a quem fui apresentado. Conversamos sobre amigos virtuais comuns, como o contista Jádson Barros Neves, lá de Tocantins. Rimos, bebericamos e nos despedimos, sem ter uma avaliação precisa do valor literário dos premiados.

Bartolomeu Campos de Queirós, falecido no começo do ano, levou o prêmio principal. Para alguns soou como homenagem póstuma ao educador e ativista cultural mineiro. Suzana Montoro foi a estreante laureada, também pouco conhecida pelo que pude notar. Não faltaram insinuações de tucanismo sussurradas em torno, por causa do sobrenome.

Enfim, continuo não gostando desse tipo de evento. Prêmios são bons, estimulam novos valores, e quando são justos reconhecem o talento. O problema é o coquetel de vaidades que envolve tudo isso…

Concorrentes de 2012:

Melhor Livro do Ano
Adriana Lunardi – A vendedora de fósforos – (Rocco)
Bartolomeu Campos de Queirós – Vermelho Amargo (Cosac Naify)
Domingos Pellegrini – Herança de Maria (Leya)
Hélio Pólvora – Don Solidon (Casarão do Verbo)
Luiz Ruffato – Domingos sem Deus (Record)
Luiz Vilela – Perdição (Record)
Michel Laub – Diário da Queda (Cia. das Letras)
Paulo Scott – Habitante Irreal (Alfaguara)
Silvio Lancellotti – Em nome do Pai dos Burros- (Global)
Tatiana Salem Levy – Dois rios (Record)

Melhor Livro do Ano – Autor Estreante
Ana Mariano – Atado de Ervas (L&PM)
Bernardo Kucinski – K (Expressão Popular)
Chico Lopes – O Estranho no Corredor (Editora 34)
Edmar Monteiro Filho – Fita azul (Babel)
Eliane Brum – Uma duas – (Leya)
Júlian Fuks – Procura no romance (Record)
Luciana Hidalgo – O Passeador (Rocco)
Marcos Bagno – As memórias de Eugênia (Editora Positivo)
Susana Fuentes – Luzia (7 Letras)
Suzana Montoro – Os Hungareses (Ofício da Palavra)

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A cebola de Neruda

Hoje, ao preparar o almoço de domingo, picando cebolas, me aflorou à memória um verso de tempos idos. “Redonda rosa de água, com escamas de cristal”.

Caramba, quando ouvi isso pela primeira vez? Talvez nunca tenha ouvido, apenas lido. E as cebolas não me trouxeram lágrimas aos olhos, mas nuvens marejadas de lembranças. Um verão na praia, no século passado? Nada menos proustiano que uma cebola, mas a “redonda rosa” me fez passar o resto do domingo pensando no poema original. E agora, fim de noite, quando as máquinas e os homens silenciam, conferi. O verso é outro, ou melhor, misturei dois versos. Não importa. A essência está aqui, nas palavras de Don Pablo:

ODE À CEBOLA – Pablo Neruda

Cebola
Luminosa redoma
pétala a pétala
cresceu a tua formosura
escamas de cristal te acrescentaram
e no segredo da terra escura
se foi arredondando o teu ventre de orvalho.
Sob a terra
foi o milagre
e quando apareceu
o teu rude caule verde
e nasceram as tuas folhas como espadas na horta,
a terra acumulou o seu poderio
mostrando a tua nua transparência,
e como em Afrodite o mar remoto
duplicou a magnólia

levantando os seus seios,
a terra
assim te fez
cebola
clara como um planeta
a reluzir,
constelação constante,
redonda rosa de água,
sobre
a mesa
das gentes pobres.

Generosa
desfazes
o teu globo de frescura
na consumação
fervente da frigideira
e os estilhaços de cristal
no calor inflamado do azeite
transformam-se em frisadas plumas de ouro.

Também recordarei como fecunda
a tua influência, o amor, na salada
e parece que o céu contribui
dando-te fina forma de granizo
a celebrar a tua claridade picada
sobre os hemisférios de um tomate.
mas ao alcance
das mãos do povo
regada com azeite.

Nabil Bonduki

Vem cá, vamos conversar sobre eleições.  Susto? Imagine, aqui se fala de tudo, ou melhor, podemos falar de tudo. Completei 500 posts falando do Tom Zé, ali atrás. Quem teve a paciência de me acompanhar, desde 2007, quando escrevi pela primeira vez sobre um show do Police no Rio de Janeiro (fazendo uma crítica de mídia) sabe que não sou um cara partidário.

Tenho lado, posição, ideologia, é evidente, mas não sou filiado a nenhuma das agremiações existentes. Isso pode ter me custado algumas ofertas de emprego, de trabalho, mas faz parte do jogo. Não tenho esse cacife.

O campo da esquerda democrática é onde me sinto bem, onde dialogo melhor com as pessoas. Cresci numa ditadura de direita, e só posso abominar patrões, generais, torturadores et caterva. Nas últimas eleições, cravei o voto em candidatos de 4 partidos: PT, PSB, PSOL e PV. Parece loteria, mas é fruto de intensa pesquisa de avaliação de perfil, adequação de currículo e sintonia com causas com as quais simpatizo.

Teremos eleições municipais, no dia 7 de outubro. Moro na maior cidade do país – do continente? – com orçamento maior que o de muitos países pobres do mundo. Maior que o de alguns estados brasileiros. Quando penso nisso, não me conformo com o voto no “mais bonitinho”, no “da minha igreja”, no “que foi indicado pelo meu pai-vizinho-colega-patrão”. E também abomino aqueles que anulam o voto, por preguiça mental (burrice) ou indigência política.

É uma luta diária tentar melhorar a vida de minha cidade. Hoje mesmo, depois de uma longa batalha contra a subprefeitura do meu bairro, consegui que podassem um fícus que estava se enroscando nos fios do poste em frente de casa. Mais de um ano de tentativas protocoladas, até que uma carta para um jornalão resolveu em 15 dias. É cruel o desprezo que o cidadão comum sofre nesta metrópole tão rica e tão arrogante.

Exigência: “Para cortar uma árvore, teremos de plantar mais três”. Concordei, achei “ecológico”, cedi a calçada, me propus a pagar o custo das mudas. Ficaram desnorteados, provavelmente. Mandaram uma equipe tosca, que passou a motosserra nos galhos e foi embora. “Cadê as mudas?”, perguntei ao que parecia ser o chefe da equipe. “Ah, vão ser plantadas em outro lugar.”

Dá pra acreditar? É um governo municipal desgovernado, corrupto, mais interessado em especulação imobiliária que em atender ao cidadão. Um desastre provocado por uma das figuras mais funestas da política brasileira, que é o tal de José Serra. Aquele que, aos 70 anos, nunca cumpriu um mandato até o fim, sempre saltando para coisas mais “intere$$antes”. O político que tem boa parte da vida documentada e registrada no livro “A Privataria Tucana”, um catatau com 120 páginas de documentos assinados, registrados e fotocopiados. Quem não leu, não sabe o que está perdendo. Ou deixando de saber.

Pra completar a desgraça, quem lidera as pesquisas é um candidato bancado por uma igreja evangélica-monetarista. Um pequeno canalha, que tentou ser prefeito de Santo André há alguns anos, usando um domicílio falso. Que votou contra a “ficha limpa” no Congresso. Que não apresenta uma proposta real, só diz que “nossa equipe técnica está estudando o assunto”. Faça-me o favor!

Moro aqui há 45 anos. O melhor vereador em quem votei na vida foi Nabil Bonduki. Um arquiteto, urbanista, professor da USP, que dedicou a vida a melhorar a cidade em que mora. Não é o único, mas não conheço outro que tenha contribuído tanto para o Plano Diretor da cidade. Conheço desde os anos 90, trabalhando em projetos de habitação popular. Expandiu sua atuação para a área cultural ,criando o VAI, um programa de Valorização de Atividades Culturais que virou lei municipal.

O cara enfrenta também o desafio da destinação dos resíduos sólidos, problema crucial das metrópoles. É autor de doze livros sobre urbanismo, mas em vez de repousar nos louros da academia sabe que agir é imperativo. Melhorar a cidade em que vivemos é fundamental.

Estou com Nabil Bonduki.

O Lixo Lógico de Tom Zé

Analisar um conjunto de canções de Tom Zé é sempre um desafio. O último dos tropicalistas há muito tempo adquiriu o status de vaca sagrada dos modernos, incensado pelo talking head David Byrne. Sempre oscilando entre a profundidade e o deboche (que não são necessariamente opostos), é visto por alguns jovens como “aquele tiozinho meio maluco”. E alguns coetâneos, que optaram por ficar velhos, torcem o nariz para suas invenções.

            Mas Tom Zé é indestrutível. Depois de fazer revisões estéticas do samba (Estudando o Samba, 1976), do pagode (Estudando o Pagode, 2005) e da bossa nova (Estudando a Bossa, 2008), o bardo de Irará chega enfim à própria praia de origem musical: a Tropicália.

            Há quem ainda discuta se Tropicália é um gênero. Não é. Fiel ao conceito antropofágico de deglutição e reciclagem, Tom Zé mistura gêneros, estilos e poéticas, sempre cheio de referências que podem deixar os exegetas meio perdidos. Mas no meio deste vórtice há um fio condutor de grande coerência, que amarra a obra do baiano com firmeza.

            Humor. Criatividade. Invenção. A música de Tom Zé desconfia das certezas e se alimenta dos desvios, criando outros caminhos sonoros. Sem o menor pudor de utilizar sonoridades de sabor pop, mistura brega com alta canção sem perder de vista o horizonte criativo, temperado com a mordacidade de sempre. Poucas vezes sua sonoridade soou tão coesa, com uma banda afiadíssima. A voz de calango-alado contrasta lindamente com as participações vocais de Mallu Magalhães, Emicida, Rodrigo Amarante, Pélico e Washington.

            O tom profético da abertura, com citações em latim, funde-se ao versejar sertanejo de forma natural. O sertão brasileiro é medieval, por vezes barroco, e Tom Zé soube como poucos traduzir esse cruzamento estético. Eletrificado e universalizado, se transforma em trilha sonora de um baile de ideias onde cabem de Jackson do Pandeiro a Stockhausen. E cabe também samba, pagode e bossa…

            Ruidismos, breques bruscos e versos plenos de arestas não diminuem a musicalidade do disco. Há várias melodias assobiáveis, de estimulante eufonia. Tom Zé, cada vez mais jovial, tem muito a ensinar às novas (e velhas)  gerações, e faz um dos discos mais instigantes da década. Escutem esse navegante dos sete mares musicais, urgente!

(publicado na Revista Música Brasileira)

 

Sexo explícito? No, thanks!

O título deste post vai enganar muita gente, mas é uma síntese – quase um verbete – do conteúdo.

Em 1990 – faz tempo, garotos! – brincávamos de fazer vídeo, música e militância política por esse Brasil afora. A banda mineira Sexo Explícito já tinha um disco gravado, mas tentava ganhar espaço em São Paulo. O produtor Almir Almas descolou a gravação de um clipe no Anhembi, onde eu editava uns vídeos. Estávamos no governo de Luiza Erundina, que montou um caminhão equipado com videowall (novidade na época) para fazer uma TV de rua que dialogasse com o povo da periferia, das favelas, dos calçadões, furando o bloqueio da grande mídia. Não muito diferente de agora, com o agravante de que não havia internet…

O projeto era tocado por alguns malucos geniais, como o Freitas e o Cachoeira (os nomes estão lá nos créditos). Num dia de folga, pegamos o caminhão e gravamos o clipe, no estacionamento coberto do Anhembi. As palavras da canção (No, thanks!) me inspiraram um trocadilho visual com um evento que marcou nossa geração: o massacre da Praça da Paz Celestial, em 1989. Um momento muito simbólico, que gerou uma das imagens mais marcantes do século XX, a de um homem (anônimo) que parou uma coluna de tanques apenas com uma bandeira nas mãos. No, tanks!

Os integrantes do Sexo Explícito não haviam pensado nessa acepção, mas gostaram. Houve até quem sugerisse colocar a imagem de uma mulher lavando roupa no tanque, mas iria aumentar a confusão. Ficamos apenas com a mensagem anti-belicista. As mulheres tem mais e melhores armas que um vídeo de uma banda chamada Sexo Explícito…

O videowall  era a menina dos olhos do engenheiro Carlos Freitas. Ele queria muito um clipe que explorasse as possibilidades da traquitana, que criasse uma linguagem própria. Os efeitos de ilha de edição são mínimos. Na maior parte do tempo o videowall foi filmado direto, com os monitores executando séries pré-programadas de animação. Tudo isso em S-VHS! Duas décadas depois, parece primitivo…

O produtor Almir Almas hoje é professor da ECA/USP. A banda se dissolveu pouco tempo depois, o vocalista virou Hare Krishna e foi para a Inglaterra. O ótimo guitarrista é mais conhecido hoje como o John, do Pato Fu. O engenheiro Freitas foi para a MTV, de onde já saiu faz tempo. Cachoeira é dono de uma produtora de eventos. O diretor Maciel virou publicitário em Sorocaba. Muita gente que trabalhou na produção está por aí, no mercado, e eu parei de editar vídeos no início deste século, nem sequer entrei na fase digital. Mas, ao rever estas imagens recuperadas pelo mestre Almir, deu até saudades… Ganhava-se pouco, mas era divertido!

Em que creem os que não creem?

Morreu na última sexta feira o cardeal Carlo Maria Martini, aos 85 anos. Os jornais brasileiros noticiaram ligeiramente o desaparecimento de um líder progressista da Igreja, algumas vezes cogitado como papabile, um possível Papa.

                Mas porque estou falando disso aqui no Fósforo, onde religião nunca foi tema? Por que me importaria com a morte de um decano da vetusta e conservadora Igreja Católica, que tanto atraso causa ao mundo moderno com suas ideias antiquadas?

                Bem, confesso que o cardeal Martini ganhou o meu respeito desde que li, há alguns anos, um livro interessantíssimo: Em que crêem os que não crêem? (editora Record, 2000). Os benditos circunflexos estão na capa do livro, mantenho por fidelidade histórica.

                O livro é uma coleção de artigos escritos no período de um ano, como se fossem cartas, com questões cruciais e existenciais, publicados na revista italiana Liberal, entre 1995/96.  De um lado, Martini, um intelectual da Igreja. De outro, Umberto Eco, escritor de largo prestígio, acadêmico conceituado, especialista em São Tomás de Aquino (tema de sua tese de mestrado), estética medieval, arte de vanguarda e cultura de massa. E ateu.

                O debate entre os dois é muito rico. Questões fundamentais de nossa época (de todas as épocas, aliás) são colocadas na mesa: A existência/invenção de Deus, a cultura laica, os fundamentos da ética, as mulheres e o sacerdócio (essa é indefensável para Martini…), a engenharia genética, o aborto, a eutanásia, a esperança como noção comum a crentes e descrentes.

              O livro tem o acréscimo de comentadores, reunidos espirituosamente numa segunda parte chamada de Coro: dois filósofos, dois jornalistas, um extremista de esquerda e um ex-secretário do Partido Socialista Italiano. Faltou uma mulher, em minha opinião.

                 É claro que concordei com Eco, na quase totalidade do tempo. Mas a elegância, a inteligência e a disposição para o debate demonstradas pelo Cardeal Martini ganharam o meu respeito. Ah, se a Igreja Católica fosse governada por Martinis (sem trocadilhos etílicos, por favor)! Recomendo a leitura, seja você católico ou não, judeu, muçulmano, budista, xintoísta, umbandista, corintiano, etc. É uma homenagem à inteligência, à civilidade e ao diálogo, qualidades raras que devem ser aplaudidas em qualquer situação.

(Este post é dedicado à Jussara Xavier, que comenta livros com muito mais graça e sensibilidade no blog Palavras Vagabundas. Um beijo, prima!)


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