Navegando no Zambeze

A primeira surpresa ao chegar em Livingstone, na Zâmbia, no início de setembro, foi o aeroporto, inaugurado na semana anterior. Cheirando a tinta, com vidros ainda adesivados e banheiros sem identificação na porta, mas com internet gratuita, coisa que em Joanesburgo é impossível. Em São Paulo, então…

Zambezi Sun

Ficamos no Zambezi Sun, um hotel chique (com algumas breguices) a poucos metros das famosas Victoria Falls. Impalas, zebras e outros bichos passeavam tranquilamente pelos gramados, em volta da piscina.  Um grupo de zulus, vestidos de forma tribal (pra turista), nos recebia com cantos e danças. Nada muito diferente da Bahia ou da Serra gaúcha. Gente se fantasiando pra ganhar uns trocados. Pulando a parte folclórica, um dos passeios bacanas foi passar uma tarde navegando no rio Zambeze, apreciando o por do sol africano.

African Queen

Rio Zambezi

Rio Zambezi

Vizinho ao nosso hotel havia outro, mais caro, com um píer-bar muito procurado pelos turistas. Dali se desfruta uma das mais belas vistas do rio, com um bom serviço de bar. Uns tomam vinho branco, outros ficam na cerveja (ou algo mais forte). O engraçado é que alguns macacos ficam em volta, e de vez em quando arriscam roubar uma batata frita das mesas. Vi mais de uma vez um garçom sair correndo para espantar os símios. Não devia ser muito diferente há um século, quando nobres ingleses vinham conhecer a imponente cachoeira e caçar elefantes.

Por do sol

Macacos no Chobe Marina Lodge

Por do sol no Zambeze

Achava que este hábito estivesse extinto, restando apenas safáris fotográficos. Mas no Chobe Park, em Botswana, quando a população de elefantes dispara e ameaça o equilíbrio ambiental, eles liberam o abate de alguns. Preço pra turista, hoje: 50 mil dólares por cabeça. Foi numa dessas que o rei Juan Carlos foi pego, em abril de 2012, desencadeando uma avalanche de críticas na Espanha e no resto do mundo. Além da situação do país, às voltas com uma crise econômica absurda, o homem era presidente de honra da WWF! Vergonha…

Mosi beer

Enfim, conversamos sobre isso e outras coisas, enquanto saboreávamos algumas Mosi e víamos o sol vermelho se refletindo nas águas calmas do Zambeze. Como sempre faz, desde o início dos tempos. E também vimos zebras subindo pelas escadas do hotel, ainda sóbrios. Imagine depois de tomar umas…

Zebras na escada

À noite, na porta de nosso quarto, topei com um crocodilo. Lutamos bravamente, mas consegui arrastá-lo até a beira de um pequeno lago a cerca de 50 metros, de onde devia ter vindo. Atirei-o na água, e voltei pensando que poucas pessoas no mundo podem dizer que fizeram isso com um croc, no coração da África. Vou contar essa história para o meu futuro neto e ele vai dizer “ah, vô, deixa de ser mentiroso!” Ainda bem que existe fotografia e internet em nossa era…

Croc no hotel

3 Responses to “Navegando no Zambeze”


  1. 2 claudia regina 25/10/2013 às 6:56 pm

    Que legal Daniel! As fotos são lindíssimas…

  2. 3 Daniel Brazil 25/10/2013 às 7:06 pm

    Obrigado pelos elogios. Os cenários ajudam, pra onde você aponta a câmera tem coisa bonita. Vale a pena conhecer!


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