Ano eleitoral

Ano eleitoral. É doloroso ver como a irracionalidade começa a grassar na internet, como se tudo se resumisse a uma final de campeonato futebolístico. Brigadas de “comentaristas” são recrutados para falar mal do governo no Facebook. A velha imprensa (mídia impressa, radiofônica e televisiva), cada vez mais envolvida com os esquemas do poder, se esmera em manchetes capciosas, manipulação de dados e acobertamento dos malfeitos de seus apaniguados. Mala tempora currunt, como dizia o velho Cícero.

O PT? Ora, o PT… Paga pelos erros, pelas alianças incompatíveis, pelo preconceito embutido naqueles que não se conformam em abrir mão do poder. Fez muito, ora se fez! Tirar 30 milhões da miséria é coisa pra ficar na história da humanidade, como reconhecem várias universidades do mundo ao conferir títulos honoríficos a Lula. Fez muito mais que o governo anterior, que tem como mérito maior o Plano Real, graças a Itamar Franco, mas que quebrou o país. Desemprego, recessão, privatizações que beneficiaram muito a alguns poucos.

O PT deixou de fazer a lição de casa: criar um sistema de comunicação mais democrático, mais independente, menos preso ao arcaico modelo vigente. O nosso marco regulatório de comunicações é de 1962… Beira a indecência o engavetamento das decisões tomadas nas conferências nacionais de comunicação. Pra que fizeram se não era pra valer? A propriedade cruzada de meios de comunicação, proibida nos países mais avançados do mundo (até mesmo nos EUA, que não é tão avançado assim), aqui é capitania hereditária, não se mexe. Vergonha.

Reforma política? Deixa pra lá. Reforma agrária? Empurremos com a barriga. Reforma sindical, fim do imposto sindical? Nem pensar. Reforma tributária? Ih, isso dá uma dor de cabeça… Sem falar da questão indígena, da ambiental, da malfadada transposição do São Francisco, do sentimento geral de (in)justiça que envenena o país, a partir do STF.

Enfim, vai ser um ano duro. Os defensores do atraso nem sequer levantam os erros que apontei no parágrafo anterior. Para a oposição, a mesmice continuará valendo. Alguém ouviu Aecinho ou Dudu propondo alguma dessas reformas? Fizeram ou tentaram fazer essas reformas nos estado que governaram?

E os avanços deverão ser brecados, como não? Imagine, 14 novas universidades (FHC não criou nenhuma…). Senzala é senzala, casa grande é casa grande. São duas novas versões de Collor, de triste memória. Playboys de famílias “tradicionais”, que nunca passaram problemas financeiros, herdeiros de sobrenomes carimbados da política brasileira (Tancredo Neves, Miguel Arraes), mas que são ridículos comparados aos seus patriarcas.

Lula da Silva, Roussef, Mujica, Chávez, Humala, Correa, Kirchner, Bachelet… Gosto de ver novos nomes construindo a história da América Latina. Vão errar muito, mas tentando acertar. Os velhos errados querem retomar o comando para perpetuar os velhos erros contra a humanidade. A mesmice… E vamos para o ano eleitoral!

2a

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