Angkor e a falta de água

Ruínas Angkor

A cidade sagrada de Angkor, no Camboja, foi durante séculos um dos grandes mistérios da humanidade. Pela quantidade de ruínas, pela área ocupada (perto de mil km2) e pelos vestígios de plantações nos arredores, teria mais de um milhão de habitantes, o que a torna a maior da Antiguidade.

A diáspora ocorreu por volta de 800 dC. Por que foi abandonada? Que espécie de catástrofe teria provocado a fuga da  população, deixando para trás tudo o que haviam construído?

Depois de muitas pesquisas, hoje a resposta mais aceita é a de que… acabou a água! Um complexo sistema de coleta e canalização drenava água de toda a região. Um longo período de estiagem fez com que a rede secasse, deixando as calhas entupidas de sedimentos. Imagine morar numa grande cidade,  sem água à disposição! A sujeira acumulada e a falta de higiene provavelmente facilitaram o surgimento de epidemias. As plantações também secaram, e a fome passou a andar junto com a sede.
As pessoas abandonaram Angkor indo para o litoral, para outras cidades ou mesmo para a zona rural, perto de algum riacho. As ruínas imponentes da maior cidade do mundo pouco a pouco foram sendo tomadas pelo mato e pelas intempéries.
Estamos em São Paulo, megalópole do século XXI. A falta dágua se aproxima, por irresponsabilidade e falta de planejamento dos governantes. Para onde irão mais de dez milhões de pessoas quando as torneiras secarem?
ruína Angkor

1 Response to “Angkor e a falta de água”


  1. 1 Flor 30/07/2014 às 5:41 pm

    Vem pro Rio!😉


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