O inventor de palíndromos

palindromo

José Olivário (1912/1974) era apaixonado pelas palavras. Escrevente de cartório, coloria sua cinzenta existência criando palíndromos. Consumiu milhares de madrugadas debruçado sobre papéis e dicionários, rabiscando aquele que seria sua invenção máxima.

Após quinze anos de trabalho, deu por concluída a sua tarefa. Levou a vários editores o calhamaço de 45 páginas, sendo recebido com desconfiança e até desprezo. Ninguém deu valor àquele cipoal de palavras, algumas de idiomas obscuros e desconhecidos,

Olivário sucumbiu ao alcoolismo, e morreu sem ver sua obra prima publicada. Sua filha Ana usou a papelada para forrar a gaiola do papagaio, e a humanidade ficou sem conhecer o maior palíndromo do mundo.

 

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