O eletricista de cinema

Crucificação

Inácio de Lima Neto era apaixonado por cinema. Nascido na favela do Buraco Quente, em São Paulo, cresceu ajudando o pai eletricista. Depois de muitos choques, conseguiu uma vaga numa equipe de filmagem.

Liminha, como era chamado, tornou-se um nome requisitado nas produções da Boca do Lixo, em São Paulo, nos anos 70. Trabalhou em pornochanchadas, em documentários, em filmes de época. Chegou a aparecer como figurante em duas ou três produções.

Certo dia Liminha teve a mão esmagada pela queda de uma grua, em pleno set de filmagem. O técnico de som gravou tudo. O editor utilizou seu grito de dor e os gemidos subsequentes para uma famosa cena de crucificação.

Os críticos detestaram a cena, alegando que os sons eram muito exagerados, pareciam falsos. Liminha, desgostoso, abandonou o cinema.

 

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